17.2.17

Both Sides Now

8.2.17

A vida tem dessas

Volta ou outra, enquanto converso com meu namorado ele solta, depois de eu lhe relatar algum infortúnio que aconteceu: "A vida tem dessas".

De fato, a vida tem muitas dessas. Tem alergia que ressurge das cinzas (pelo lado bom: ela pelo menos deixou eu passar meu ano novo tranquila). E ela reaparece coçando e ardendo. E me fazendo questionar muita coisa da minha vida.

Tem médica que atrasa consulta em uma hora e que nunca te dá uma resposta final. As vezes me pego pensando que os médicos são apenas gente como a gente e não tem ideia do que estão fazendo da vida: eles acordam, tomam café da manhã e olham o problema, dando a melhor solução possível (ou a mais fácil). Só que essa ideia é um pouco medonha.

A vida tem também computador que quebra do nada. Depois de sete anos juntos, fui abandonada. Tem também suporte e assistência dizendo que não existem mais peças depois de "tanto tempo" (mas gente, quando que sete anos é muito tempo?). E tem gente desesperada tentando juntas dinheiro como pode para conseguir outro. E nem pensar nos arquivos que estavam lá. yay.

Tem também esquecer completamente a senha do banco, ter que ir até uma agencia e esperar uma gerente que te dispense em cinco minutos e ainda te dá várias informações erradas.

Tem loja virtual que troca seu pedido com de outra pessoa e não faz absolutamente nada para trocar, te enrola por dias e dias, fazendo você correr atrás das pessoas e só te enviam o vestido certo depois que você ameaça cancelar o pedido.

E enquanto eu almoçava, amarga com o que talvez seja um inferno astral, apesar de não acreditar muito nessas coisas, me surgiu na mente a pergunta: será que alguém, no mundo inteiro, tem ideia do que está fazendo? Ou será que está todo mundo nessa, acordando, indo dormir, comendo e tentando?

E eu tento focar nas coisas positivas.
A alergia não está pior do que da ultima vez.
A médica demorou, mas realmente se importou e tentou ajudar, me tratando como um ser humano.
Eu tenho sorte de ter dinheiro para comprar outro computador.
Eu vi La La Land e foi lindo.
Eu já sei que não dá para se estressar muito.

As vezes a vida tem dessas. E a gente não sabe muito bem o que fazer. A gente só continua para ver o que mais essa vida tem.

2.2.17

Lidos: Janeiro (2017)

E mais um ano começa. E cá estou eu pra continuar dividindo minhas leituras. Esse ano quero ler 70 livros. Já pode entrar em pânico? Pode.
Só que pra ser sincera eu li muito mais do que eu esperava para esse mês. Eu tive um curso que não me deixou com muito tempo para ler e acho que se eu não tivesse começado uma série tão legal eu teria lido bem menos. Li cinco livros em inglês e quatro em português, uma HQ e um livro fora do eixo EUA-Inglaterra, da Elena Ferrante.
E me preocupei em fazer resenhas mais completas. Estou tão feliz comigo mesma!



#1The Encyclopedia of Early Earth | Isabel Greenberg | EN | ★★★★★
Follow your gut, Storyteller, it will lead to your happy ending.
Comecei o ano lendo essa HQ super fofinha que é uma história de histórias.
Vai falando sobre um casal que não pode se tocar, ele é um contador de histórias e conta as histórias da sua vida e das aventuras, começando com como suas três mães dividiram sua alma em três, assim cada uma poder cuidar de um menino como bem entendesse. Só que um pedacinho dele se perdeu e como ele buscou no mundo inteiro pelo pedaço perdido. E acabou passando por muitos lugares e conhecendo várias pessoas.
E nos tempos em que estão casados, a maneira de se aproximarem, já que não dá para se abraçar e ficar juntinhos, é de contar essas histórias sobre o que aconteceu com ele enquanto buscava seu pedacinho perdido de alma. Afinal ele era o contador de histórias oficial da sua vida. E ele conta as histórias de sua vida, assim como a história dos povos que ele visitou, mostrando que somos sempre iguais e diferentes. E é lindo. É bem interessante ver como cada povo tem suas crenças e sua cultura, a história de como surgiu aquela terra e quão bem é retratada essa diferença no livro, mesmo que isso seja difícil no formato de HQ, mas sempre com uma pegada leve e divertida.
Achei a história principal, dele buscando um pedaço de si mesmo do outro lado do mundo, muito interessante. Não estamos sempre encontrando novos pedaços de nós mesmos por ai?
Outra coisa muito legal sobre a história é o senso de humor. Me peguei dando risadas altas enquanto lia.
A edição também é diferente da maioria das HQ's já que as páginas são grossinhas e opacas. O traçado é bem diferente também, bem simples, assim como as cores usadas. Talvez por isso chame tanto a atenção. Não são luzes e sombras e cores fantásticas, é tudo muito sóbrio e combina com a história.

#2A Amiga Genial | Elena Ferrante | PT | ★★★★☆
Em 31 de Dezembro de 1959 Lila teve seu primeiro episódio de desmarginação. O termo não é meu, ela sempre o utilizou forçando o sentido comum da palavra. Dizia que, naquelas ocasiões, de repente se dissolviam as margens das pessoas e das coisas. 
Eu ouvi falar da Elena Ferrante no ano passado. Aparentemente ela é uma escritora reclusa que ninguém sabe de verdade quem é ou sobre o passado dela. Fiquei intrigada por ela ser italiana e resolvi ler essa série.
A história segue a Elena e a Lila, duas amigas, morando em Napoles em uma vizinhança não tão bonita. No prólogo dá a entender que a Lila some e eu filho, todo dramático, fica atrás dela. Então Elena diz que sempre soube que ela faria isso, e começa a contar sua história.
Uma das maiores surpresas foi o quão relacionável esse livro foi. Óbvio que é difícil se relacionar com livros, principalmente se você lê bastante fantasia ou sci-fi como eu. Você até se relaciona com um personagem ou outro, ou um pouco de uma situação, mas nada como esse livro. Eu senti minha infância nesse livro, uma menina pequena tentando ser a melhor da sala e percebendo que na vida real inteligencia e notas altas não significam quase nada. E revivi como foi estar, mais uma vez, ao lado das minhas amigas que eram MAIS do que eu. Mais bonitas, mais inteligentes, mais chamativas, mais desejadas. Essa pequena competição que o mundo nos dá quando se nasce com o sexo feminino.
Ela retrata isso do ponto de vista da Elena, observando sua amiga Lila, que é sempre mais. E ela retrata toda essa inveja, desejo e insegurança da Elena de um jeito tão bonito e legal.
Um ponto negativo é que o livro é devagar. Pelo que eu entendi, cada livro da série se passa por um período da vida delas, da infância até a velhice, quando Lila desaparece, como dito no prólogo. E esse livro vai da infância até mais ou menos os 17 anos. E não é que esse seja um período chato, mas sinto que me identificarei mais com o próximo, lá pelos 20 e poucos. E fico com medo do que vou encontrar.
Os personagens são bastante reais e por estar na perspectiva da Elena, nem sempre as impressões são confiáveis. Não dá para ver de verdade como a Lila se sente e seus pensamentos, mas seria bem interessante ver por esta perspectiva.
Fiquei muito impressionada com esse livro. Quero muito ler a continuação.

#3Falling Kingdoms | Morgan Rhodes | EN | ★★☆☆☆
Even paradise could become a prison if one had enough time to take notice of the walls.
Sempre fui curiosa com essa série, e quando vi resenhas positivas de pessoas que eu confio, me animei. Mas acabei me decepcionando um pouco.
Seguindo quatro perspectivas (ou quase três, já que Lucia mal tem voz) de Cleo, a princesa, Jonas, o menino que tem seu irmão assassinado, Lucia e Magnus, uma dupla de irmãos meio estranha, no continente de Mytica, dividido em três reinos, Limeros, Paelsia e Auranos. O "amigo" babaca de Cleo mata o irmão do Jonas e é daí que a trama se desenrola, com o pessoal de Paelsia (Jonas) puto com o pessoal de Auranos (Cleo) porquê eles tem... mais. Sim, eu entendo que a raiva vai de um povo que passa dificuldades imensas, que não tem quase nada, para um povo que aproveita sua situação favorável para fazer o que quiser e o assassinato de um menino por uma razão estupida é o estopim.
Mas eu não comprei essa razão. Talvez porquê tudo isso aconteça no primeiro capítulo do livro, bem antes de eu poder sentir essa raiva, que é apenas contada de um jeito mais ou menos.
Ou seja, a autora te joga no mundo (o que é corajoso e funciona de vez em quando), mas não sabe contextualizar o suficiente para que você não fique perdido, olhando para os lados, tentando entender o que esta acontecendo.
Talvez esse seja o maior problema do livro pra mim, agora que eu entendo um pouco mais sobre escrita (não querendo ser "super entendedora", mas já sendo. Se eu gastei tempo lendo sobre isso, é para usar na vida): a autora conta muito mais do que mostra. O que faz com que os personagens sejam meio bidimensionais, sem profundidade alguma. Aliás, o mais desenvolvido foi o Magnus e não de uma maneira muito positiva. Ele tem uma paixão meio Jaime Lannister pela irmã, que você saca logo no começo e ao invés de ser algo que te cause uma angustia de amor proibido só me fez ficar com um pouco de nojo. Porém agradecemos qualquer desenvolvimento de personagem que conseguimos, mesmo que seja para o lado negativo.
Os personagens secundários são quase recortados do papelão e colocados na história, daqueles que você pode ver a autora atrás, dizendo as falas dele, pedindo para não ser notada. O melhor amigo apaixonado da Cleo, que é engraçado e todos o amam. O pai malvado de Magnus e Lucia, que pratica o amor abusivo com os filhos. A madrasta (?) má que tem segundas intenções e quer dormir com qualquer um que garanta poder para ela. Ou a serviçal seduzida que não percebe a indiferença do príncipe. O melhor amigo que se salva de fazer burrice. O clássico da fantasia: a pessoa que tem mágica que não tem mágica de verdade. Enfim, eles são muito clichês. E pelos clichês, você já sabe o que vai acontecer com o enredo.
Logo, o enredo seguiu por onde foi esperado, naquele caminho pré definido que dava para ter visto do começo do livro. As reviravoltas já eram esperadas, tanto pelo forshadowing quanto pelos clichês dos personagens. O insta-love que tem é bem estranho para mim e eu não comprei nenhum ship existente. A não ser que haja Cleo/Jonas, que nem interagem, mas sou fã do inimigos que se amam.
Talvez eu gostasse mais do livro se eu não tivesse lido tanta fantasia na minha vida. Eu conheço as regras, eu já vi do que esse gênero é capaz e esse não chegou perto. Para quem está começando pode ser que agrade. Ou se eu não conhecesse sobre as escrita e reconhecesse quando a autora está sendo preguiçosa e sabe que escrever "eles passaram dias andando, todos amavam o Fulano" é mais fácil que descrever parágrafos disso.
Eu não sei se vale a pena ler o segundo, apesar de ter uma certa curiosidade. Quem sabe.



#4A vida secreta das abelhas | Sue Monk Kidd | PT | ★★★★☆
Quem acha que morrer é a pior coisa do mundo não sabe nada sobre a vida.
Esse livro foi muito querido.
Seguimos a Lily, logo quando ela completa 14 anos. Quando criança, ela atirou em sua mãe a matou, sem querer, e desde então ela mora com seu pai, que está muito longe de ser amoroso e gentil. Depois que sua empregada Rosaleen, é presa injustamente, as duas fogem para Tiburon, na Carolina do Sul, seguindo pistas que a mãe de Lily deixou de lugares que ela passou. Lá elas vivem com August, May e June Boatwright, mulheres negras que cuidam de um apiário.
Esse livro é girl power. É sobre como mulheres, e só mulheres, tem o poder de suportarem umas as outras e de nos ajudarmos nas piores horas. De como a gente olha uma para as outras e nós sabemos. De como nós entendemos umas as outras e de como sororidade é importante.
E também por se passar nos anos 50, nos sul dos Estados Unidos, mostra o racismo presente na sociedade daquela época (e que infelizmente ainda não foi completamente extinto). Eu sou branca. Eu nunca saberei o que é racismo, não de verdade. Mas me ajudou a ter uma boa ideia de quão horríveis as pessoas podem ser. E quanto o racismo está tão enraizado que até mesmo alguns pensamentos "normais" carregam grande significado por trás. E você se sente mal, fisicamente, por saber que existem pessoas que sofrem assim todos os dias.
Acho que estes são os grandes pontos positivos do livro: as relações entre as mulheres e entre as cores. A parte religiosa me pareceu um pouco forçada, mas eu entendi porquê ela precisava estar presente.
As personagens são bem construídas, principalmente a Lily, a August e a Rosaleen. A May é tão linda e sensível que eu sinto que queria abraça-la e falar que ia ficar tudo bem.
E ele seria cinco estrelas, se não fosse um detalhe que me incomodou muito: as pessoas negras são sempre secundárias. A história não é sobre elas, apenas usa esse pano de fundo. Não que isso seja um problema do livro em si, mas acho que seria interessante se aprofundar na história delas mais. Já virou um gênero: mulheres brancas com problemas, usando negras como plano de fundo. Acho que já passou da hora de lermos sobre as mulheres negras não é? Como eu disse, não é um problema do livro, mas gostaria de ter visto as mulheres serem mais desenvolvidas e terem sua própria voz.
Outra coisa é que os problemas do pai da Lily quase não são abordados. Ele não tem dimensão, até o finalzinho. E ainda assim, só temos um vislumbre. Isso atrapalha um pouco quando ele é colocado como o vilão.
No final eu achei um livro maravilhoso e tocante, sobre mulheres que ajudam mulheres e sobre onde encontrar forças quando não dá mais para continuar e precisamos de um ombro.

#5O Lago das sanguessugas | Lemony Snicket | PT | ★★★☆☆
Roubar não é desculpável, por exemplo, se a pessoa está num museu, resolve que um determinado quadro ficaria melhor em sua casa e simplesmente leva o quadro para casa. Mas se a pessoa está morrendo de fome e não tem outro meio de conseguir dinheiro, é desculpável que ela leve o quadro para casa e o coma.
Quando eu era mais nova, vi o filme que saiu de Desventuras em Série e gostei muito. Era um filme para criança, mas um pouco mais dark, meio Tim Burton. Sempre quis ler os livros, mas quando vi que cada livro custava em média 30-40 reais (quando nem tínhamos Amazon pra nos salvar) eu acabava sempre deixando para comprar depois e depois e depois.
O filme pega a história dos 3 primeiros livros, então até o final deste, eu sabia a história. Já a nova série que sai na Netflix esse mês vai cobrir até o quarto livro, então resolvi acelerar e ler até o quarto para ver a série.
O Lado das Sanguessugas continua seguindo os órfãos Baudelaire em suas desventuras, dessa vez eles são confiados a tia Josephine, uma senhorinha muito simpática, medrosa e obcecada com a gramática.  Ela perdeu seu marido afogado no lago e desde então esse se juntou a sua coleção de medos.
O livro é curto (180 páginas com diagramação bem tranquila, afinal é infantil) e eu li em 2 sentadas. E ainda assim consegue ter uma profundidade muito legal. O humor é sempre o ponto alto desses livros, em especial as falas da pequena Sunny (amo de paixão!). Outra coisa muito legal são as explicações de palavras mais "difíceis" explicadas de uma forma divertida e literal.
O Conde Olaf continua malvado, seguindo os três irmãos, tentando colocar a mão em sua fortuna. Ainda sinto falta de descobrir o mistério maior, aquele que os pais dos Baudelaire também estavam envolvidos, mas sem sinal de resolução.
Uma coisa que me deixou um pouco incomodada é seguir a formula. Esse é o segundo livro aonde a fórmula é colocada, então não é algo crítico (ainda). Mas imagino que seguir 12 livros de morar com parente > Conde Olaf aparece > ninguém sabe que ele é o Conde Olaf > algo acontece com o parente > sem lar seja um pouco cansativo. Espero que mais pra frente surjam enredos diferentes. Ainda assim é bem legal que ele inclua a morte de uma maneira leve, mas séria. Acho que é importante entender o que é a morte desde criança.

#6Serraria Baixo-Astral | Lemony Snicket | PT | ★★★★★
Por exemplo, se um otimista tivesse o braço esquerdo arrancado por uma dentada de crocodilo, diria, num tom de voz simpático e esperançoso: "Bem, afinal não foi tão ruim. Não tenho mais o meu braço esquerdo, mas em compensação ninguém nunca me perguntará se sou destro ou canhoto".
Preciso ser sincera que fui com medo desse livro repetir a fórmula dos dois anteriores. Felizmente não seguiu! Nesse livro o trio Baudelaire vai parar em uma serraria, seu novo tutor é uma pessoa misteriosa e os obriga a trabalhar na serraria e além de ter que fazer um trabalho pesado o dia inteiro, eles são pagos com tickets, almoçam um chiclete (tadinha da Sunny já que bebês não podem mascar chiclete!). Em troca disso o tutor promete que dentro dos portões eles estarão seguros do conde Olaf.
Um dia, Klaus quebra seus óculos e precisa ir para o oftalmo, que mora numa casa muito parecida com a tatuagem do conde Olaf. E é claro que nessa série nada dá certo para essas crianças, não é?
Acho que os personagens secundários desse livro foram um ponto altíssimo. O moço super otimista, o sócio sem muitos direitos do Senhor (o "nome" do tutor deles) agregaram no livro, trazendo um humor engraçado.
Fiquei surpresa em descobrir que as pessoas acham esse livro o mais fraco. Eu gostei até mais que o último. E foi o primeiro que eu não sabia o que ia acontecer, já que o filme só cobriu os eventos do terceiro livro. E depois porquê saiu um pouco da fórmula. O próprio Lemony Snicket diz que esse é o livro mais terrível e realmente me parece o pior do ponto de vista das crianças. Mas gostei muito!
Eu pretendo comprar os outros livros e lê-los logo em sequencia. Eles são bem curtos e deu para ler em dois dias cada um. Só fico chateada de já ter 4 livros e perceber que o box sai mais barato do que comprar o resto separado. Ainda bem que meu aniversário está chegando.



#7The Demon King | Cinda Williams Chima | EN | ★★★★★
“History," Mari muttered, as if she'd overheard his thoughts. "Why do we need to know what happened before we were born?"
"So hopefully we get smarter and don't make the same mistakes again.”
Acho que quando você tem uma "bagagem" de histórias do seu gênero preferido você tende a comparar bastante e não se contentar com pouco. Eu posso falar que The Demon King conseguiu me satisfazer e ainda me impressionar!
A história segue dois pontos de vista: Han Alister, um ex-ladrão e ex-chefe de gangue que possui braceletes misteriosos e que acaba se envolvendo de uma maneira ruim com um amuleto mágico e Raisa ana'Marianna, a princesa herdeira do reino, que luta suas próprias batalhas contra sua mãe, seus possíveis futuros maridos e as outras pessoas do castelo, enquanto descobre que seu reino não é só flores e unicórnios (estou brincando, não tem unicórnios nesse livro. Infelizmente).
Esse livro poderia ter caído em vários clichês: triângulos amorosos, princesas rebeldes, o bad-boy de bom coração, mas ainda bem que desviou de todos eles. A princesa é aventureira e sabe o que quer da vida, mas tem consciência do que é melhor para o reino. Ela fica atraída por vários homens e não achei isso ruim. Não é um insta-love e sim uma menina de 16 anos que não quer ter responsabilidades e quer beijar uns gatinhos. Ou seja, várias meninas de 16 anos. E isso é real.
E Han saí desse estereótipo, ele não trata as pessoas de maneira mal porquê tem um passado ruim e isso torna suas atitudes "desculpáveis". Ele é complexo e gentil, mesmo fazendo coisas estupidas de vez em quando.
Ou seja, sim, os personagens são um dos pontos mais altos desse livro. Até os personagens secundários e vilões são bem construídos e foi ótimo ler um livro assim.
Outra coisa muito positiva foi a construção de mundo. Dá para ver que a autora pensou muito sobre a criação desse mundo, desses povos, nas tradições deles e até nas linguagens. A história do mundo e da religião são profundas e, como são na vida real, nem sempre bem explicadas ou iguais para todos. O sistema de magia não é dos mais complexos, pelo menos não no que pudemos ver nesse primeiro livro, mas gostei como ela combina high magic com magia elemental. Não é diferentão como Mistborn, mas é diferente o suficiente para ser intrigante.
Uma das coisas mais positivas para mim foi a escrita. Ela é descritiva o suficiente para te imergir, mas não exagerada para te fazer revirar os olhos e falar OH GOD WHY, tenho mais coisas na vida para fazer.
Uma das coisas que acontece muito comigo quando há pontos de vista diferentes é que eu acabo querendo ver mais um do que o outro, mas não aconteceu nesse caso. Eu queria ver os dois personagens e suas histórias.
E fazia tempo que eu não acabava um livro de série e precisava começar o outro em seguida! Ainda bem que consegui o box barato na amazon!
Ou seja: é uma ótima fantasia YA, com um toque sombrio, uma história rica e interessante, com um pouco de romance e um ritmo muito legal. Se tornou uma favorita com certeza!

#8 The Exiled QueenCinda Williams Chima | EN | ★★★★★
(com spoilers de The Demon King)
But it's not enough to know right from wrong. You need the strength to do what's right, even when what you want most in the world is the wrong thing.
Com o final do primeiro livro eu precisei ler o segundo imediatamente depois que eu terminei. Eu precisava saber o que ia acontecer.
A história segue depois dos acontecimentos do primeiro livro, com a princesa exilada Raisa seguindo para Oden's Ford por um lado e Han e Dancer, indo para o mesmo lugar, por outro caminho. Tenho que dizer que, pela sinopse, eu esperava que a parte da viagem fosse resumida em alguns capitulos e na verdade ela toma umas 150 páginas. Não que eu esteja reclamando, eu achei que a autora conseguiu manter um ritmo muito bom (o que pode ser difícil quando você fala de viagens em livros, normalmente muito repetitivas). Chegando em Oden's Ford, Raisa começa a escola militar, aonde ela precisa provar o seu valor para os colegas, professores e reituores (os sulistas são a maioria dessa escola e eles não gostam nem das pessoas do norte e nem de mulheres. YEY). E Han começa na escola de magia de Mystwerk, com um novo professor misterioso que tenta ensinar magias novas e avançadas para ele. Até que Raisa (disfarçada de Rebecca) encontra com Han.
Esse livro foi tão bom (ou melhor!) do que o primeiro. O relacionamento da Rai com o Amon mudou bastante e se torna mais real. É bem triste na verdade, mas acho que combinou com a trama da história.
Só que minhas partes preferidas foram as do Han. Descobrimos um pouco mais sobre a magia e eu diria que o sistema ficou mais complexo e interessante. Não diria que tudo foi óbvio, mas não foi uma surpresa muito grande.
E, como no livro anterior, os personagens secundários continuam a ser lindos e contribuírem muito para a história. Você sempre fica com um pé atrás pensando se tal personagem é um amigo ou inimigo ou se ele pode ter segundas intenções.
Uma reclamação fica por conta do romance. Acho que eu estava tão animada para que ele acontecesse que achei meio fraco quando aconteceu alguma coisa. Penso que a autora se demorou bastante no começo e ela poderia ter tomado um tempo maior para mostrar o romance entre esses dois personagens florescer de maneira satisfatória.
É claro que, no final das contas, eu amei esse livro. Eu devorei e parti para o próximo sem nem pensar duas vezes. Só pressinto que o final dessa série vai trazer a famosa ressaca literária.

#9 The Gray Wolf Throne | Cinda Williams Chima | EN | ★★★★★
(com spoilers de The Demon King e The Exiled Queen)
Do not forget duty. But choose love when you can.
Continuando a série Seven Realms eu li The Gray Wolf Throne. Agora acompanhamos Han voltando ao norte, procurando rastros de Rebecca. Já Raisa/Rebecca, escapou dos Bayar e segue por conta própria para o seu próprio reino, antes que seja tarde demais e sua mãe coloque sua irmã mais nova como herdeira do trono e faça-a se casar com Micah.
Eu li esse livro numa velocidade impressionante! Acho que entre os três primeiros da série ele é o que possui mais ação, mais eventos e mais intrigas. Acompanhamos a dura volta de Raisa para o seu reino, que vem acompanhada de muitos perigos, sem saber em quem ela pode confiar. E também vemos quando Han descobre que Rebecca na verdade não é quem diz que é.
Como eu escrevo as resenhas logo que termino os livros, sinto que caio na rotina de falar "Esse foi meu favorito!" várias vezes. E esse foi o meu favorito sem dúvidas. Amei o relacionamento de Han e da Raisa crescendo, mas ao mesmo tempo se modificando para caber naquele lugar e naquelas pessoas. Eu senti muito a dor do Han em todas as passagens que ele se sentia traído e com ciumes.
E a Raisa se torna um pouco mais complexa, mostrando que nem sempre ela pode fazer o que quiser, já que o reino precisa dela. E é muito legal ver como ela realmente se importa com as coisas erradas no reino e não se importa em apontar isso, mesmo que seja perigoso para ela.
O Amon foi um pouco menos presente nesse livro, mas quebrou meu coração. A gente sabe o que precisa acontecer e mesmo não querendo que ele e a Raisa fiquem juntos mais, senti aquela dor quando vemos alguém que já amamos demais seguindo com sua vida sem a gente.
O novo casal Dancer e Cat aparece pouco também, mas são tão fofos que eu queria ter visto mais! Pode escrever um spin-off só deles? Pode sim. Também vemos mais dos clãs, revemos alguns membros de Ragmarket e os Gray Wolf de Amon.
Acho que os elementos de romance, enredo rápido, ação, mistério e intrigas me fez gostar muito desse livro. Me deixou muito animada para terminar a série e ler mais coisas escritas pela Cinda Williams Chima.

26.1.17

Sobre fazer macarrão

Ontem foi o aniversário de São Paulo. Meu namorado já me disse que eu não sei o que é descansar e eu meio que concordo. Eu acordei tarde e tinha planos de ir ao Jardim Secreto, mas acabei desistindo pelo tempo estranho de São Paulo.

E aquela indecisão de não saber o que almoçar, eu decidi fazer macarrão. Do zero. Fui influenciada por uma blogueira chamada Nana. Aliás o blog dela tem me influenciado a um bom tempo. Ela é meio-coreana e precisou voltar para a casa dos pais. Ela documentou a road-trip com muitas fotos legais, comidas deliciosas e palavras angustiantes que mostram o quão difícil tudo está sendo para ela.

Chegando na casa dos pais, a única coisa que está ajudando ela a sobreviver é cozinhar. E eu acabei me inspirando para tentar cozinhar um pouco também.

Uma das coisas que me surpreendeu foi quantos ingredientes vão para fazer macarrão. Farinha, ovos e sal. E só. Cozinha é uma coisa incrível mesmo. Não sei se a receita que eu segui é a mais correta, mas ficou bom. Não o melhor que eu já comi, mas pretendo fazer novamente para testar.

Cozinhar é uma das coisas que eu adoro. Adoro ver uma coisa que eu consigo comprar pronta ou comer em algum lugar e destrinchar e descobrir como é que é feito. Gosto de fazer isso com muitas coisas na vida, além da comida.



A proporção que usei de farinha:ovos foi de 100g para 1 ovo. Com 400 gramas fiz macarrão para duas pessoas. Se for ser sincera, acabei cortando os fios muito grossos. Note to self: o macarrão incha quando colocado na água.



O curso de francês está sendo muito legal, mas se eu for sincera é um pouco cansativo. Eu quase não tenho tempo de ficar em casa já que chego quase onze horas e saio antes das oito. E eu também sinto que eu sou uma das piores na sala, o que sempre me deixa um pouco frustrada. Fora que eu mal tenho tempo de assimilar o conteúdo ou fazer as lições.

Eu sempre fui a melhor. Ou tentei ser. Eu sempre tive as maiores notas, era a mais elogiada, cozinhei muito bem, leio muito. E as coisas que eu não era tão boa, como esportes, eu deixava de lado e desistia. Eu estou tentando não desistir do francês, mesmo que eu não seja a melhor. Às vezes ser ok também dá certo. Eu só preciso convencer a mim mesma disso.


Eu me sinto perdida. Eu sei que todos tem aquela visita da sindrome do impostor de vez em quando e talvez seja o meu aniversário chegando, mas cada dia mais eu me sinto mais desorientada. São tantas coisas que eu queria fazer e eu olho para trás e penso como foi que eu cheguei aqui? O que me trouxe aonde eu estou agora e, mais importante, essa vai ser minha vida para sempre?




Acho que eu não tive muito tempo para pensar esse mês. Eu estava correndo de um lado para o outro, mal conseguindo respirar. E quando eu fui parar para fazer macarrão, só eu, minhas mãos cheias de farinha e o barulho da chuvinha caindo lá fora, eu fui inundada por um monte de pensamentos. 

E pensar é bom. E estranho. E dói. É mais fácil não pensar.

20.1.17

Lidos: outubro, novembro e dezembro


E acabou esse ano. ACABOU ESSE ANO. Gente, como assim? Eu sei, muito cliché falar que onde foi o ano, mas realmente, esse foi o ano que eu mal vi passar. Em Outubro eu li muitas HQ's e curti muito. Em novembro não li quase nada por causa do NaNo, mas valeu a pena o hiato. Em Dezembro eu li bastante, aproveitando a falta do que fazer.


Mistborn - O Império Final | Brandon Sanderson | PT | ★★★★★
Só um leitor que gosta muito de fantasia sabe a sensação de ficar super feliz de ler um livro de fantasia bem escrito, com bons personagens e com um sistema de magia bem construído #goals. Já tinha visto falarem de Mistborn por aí e demorei para pegar. A história é super bem estruturada, os personagens são amáveis e apesar de ser um pouco lento no começo pela quantidade de informações que são necessárias para entender o mundo vale a pena continuar! Fui esperando muito e acabei me surpreendendo mais ainda. Fiquei com vontade de comprar as edições inglesas que são linda.

And I DarkenKierstan White | EN | ★★★★★
Fiz uma compra na amazon e tinha visto umas resenhas desse livro e comprei. Eu demorei para pegar no tranco e até pensei em desistir, mas fiquei feliz que não o fiz. A história é muito diferente, se passando no Império Otomano nos anos 1400 e pouco. A personagem principal, Lada, é tudo menos a heroína tipica de um YA. Ela é feia, brutal e até um pouco louca. Ela não desiste de tudo por amor e coloca sua terra acima de sua própria felicidade. Ela não deixa as falhas de seu interesse amoroso de lado só porquê ela o ama. A história é linda e triste e eu queria jogar o livro do outro lado do quarto quando tudo dava errado. E eu quero o próximo.

DaytripperFábio Moon e Gabriel Bá | PT | ★★★☆☆
Entrei numa onda bem legal de ler quadrinhos e sempre tive vontade de ler Daytripper dos gêmeos famosos do brasil. A HQ é bem legal, tem toda uma pegada filosófica de refletir sobre a efemeridade da vida e tal, mas acho que acaba caindo num clichê. A arte é bem bonita, talvez a melhor coisa. Também tem uma polêmica bem zoada de plágio por parte deles. Enfim, me desanimei um pouco.

O Ultimo Homem | Volume I e II | Brian K. Vaughan | PT | ★★★★★
Eu resolvi me aventurar mais pelo mundo dos quadrinhos e um amigo meu me recomendou esse do Brian K Vaughan. A história segue o Yorick, que depois de todos os seres do mundo com o gene Y (masculino) morrerem subitamente, descobre, junto com seu macaquinho (também machinho) Ampersand que viver num mundo só de mulheres não é essa maravilha toda. Gostei muito do quadrinho num geral. É interessante pensar que se todos os homens morressem de uma vez a coisa ia ficar louca. Surgem na história uns grupos meio feministas-misadricas-loucas, pra mim uma sátira a alguns ramos do feminismo que são um pouco... radicais. Enfim, acho que vale muito a leitura. Uma pequena que a panini está lançando um volume por ano (são cinco no total).


Saga | Volume I, II, III | Brian K. Vaughan | EN | ★★★★★
Saga é uma HQ que você vê nos favoritos de muita gente. É uma mistura de firefly, star wars e romeu e julieta, mas que ficou bem legal. A história é sobre a Alana e o Marko, que são de duas raças distintas que estão em uma guerra milenar e se apaixonam, se casam e tem uma filha. E depois são perseguidos pelos dois lados da guerra. E ajudados por uma menina-fantasma. Perseguidos por um caçador de recompensas de bom coração. E a ex do Marko. E bichos espaciais. Enfim. Não é um quadrinho "fofo", tem bastante cenas de sexo e algumas coisas bem bizarras. Ainda assim, amei. Espero conseguir comprar os próximos volumes logo.

Paper Girls | Volume I | Brian K. Vaughan | EN | ★★★★☆
Como vocês podem ver, fiz uma maratona de Brian K. Vaughan. Gostei das histórias dele. O Paper girls segue numa linha um pouco fantástica, misturando uma vibe meio Stranger-Things com viagem no tempo e outras coisas mais. O primeiro volume foi bem legal, mas também bem vago. Não sei direito o que esperar da série.

Sobre a Escrita | Stephen King | PT | ★★★☆☆
E depois de tudo isso de HQ, resolvi ler o livro do Stephen King sobre escrita para me preparar para o NaNoWriMo. O livro se divide em algumas partes, aonde ele foca em: sua vida, a escrita e o acidente que ele sofreu. Pra ser sincera, achei que era bem mais sobre dicas de escrita, mas tem muito sobre a vida dele, a família e o passado de vício em drogas e álcool. Eu não sei se gostei desse livro. Não pela parte técnica. Todas as dicas que ele dá são super válidas e a escrita dele é muito boa mesmo, você lê e nem percebe. Mas me incomoda um pouco alguns pontos aonde ele diz que não se pode aceitar o que as outras pessoas dizem como regra para escrita e depois dá um monte de regras para escrita. Também quando ele faz uma "pirâmide dos escritores" e diz que você está nela e quase nunca vai sair da sua posição (pra mim isso é basicamente dizer que tem que nascer com dom, o que eu acho babaquice). Outra coisa que me irritou muito é a vontade constante do King de elevar seu ego colocado outros escritores para baixo. Quase sempre ele precisava falar mal de alguém para mostrar o quão melhor ele podia fazer (ele falou que escreve cerca de 2000 palavras por dia, mas tenta sempre terminar o pensamento dele, capitulo, etc, enquanto OUTROS ESCRITORES, ele cita o nome deles,são tão ruins que eles devem parar no meio da frase se der 2000 palavras).
Enfim: gostei do livro e das dicas, mas pelo pouco que pude ver, odeio a personalidade do Stephen King.

As Mil Noites | E. K. Johnston | PT |  ★★☆☆☆
Eu não sabia o que esperar desse livro. Ele é uma recontagem de uma das histórias das Mil e Uma Noites, sobre a Sherazade e o rei que casa com muitas mulheres e as mata em até um mês. Eu gostei da história, mas sinto que faltou alguma coisa. E talvez essa coisa seja um enredo. Não tem muita história. A Sherazade vai no lugar de sua irmã para se casar e ela fica no palácio enquanto tenta descobrir o que acontece. Sinto que dava para ter desenrolado melhor. Um ponto positivo é que fiquei com bastante vontade de ler As Mil e Uma Noites e descobrir um pouco mais sobre esse folclore árabe.


Crooked Kingdom | Leigh Bardugo | EN | ★★★★★
O segundo e ultimo livro da duologia Six of Crows da Leigh Bardugo estava lá no alto das minhas expectativas. Posso dizer que foi um final real e muito bom, mesmo não sendo o que eu queria. Acho que tudo o que aconteceu foi bem pensado, as tramas do Kaz sempre me fazem ficar de boca aberta. Demorei para ler esse livro porque sem querer li um spoiler e fiquei chateada. Ainda assim, acho que um dos pontos mais positivos é a relação das pessoas. O Kaz sofreu um trauma terrível e a Inej foi vendida e estuprada por muito tempo. Colocar os dois num relacionamento me fez um pouco apreensiva que fosse parecer muito forçado e os dois se curariam e esqueceriam do passado com o novo amor, mas é tudo incrivelmente real e mesmo não sendo super romântico, me agradou muito.

Pride and Prejudice | Jane Austen | EN | ★★★★★
Sempre quis ler Jane Austen. O filme novo sempre foi um dos meus preferidos e eu preciso falar que o Mr. Darcy era meu super crush. O livro, é claro, superou as expectativas. Eu estava com um pouco de medo de não entender nada, porque resolvi ler em inglês, mas eu me saí bem no geral. A construção de frases pode ser meio confusa as vezes. Descobri umas palavras que amei tipo AGREEABLE (sério. amei.) e a descrição de como as pessoas ganhavam. Enfim, acho que é um clássico que merece ser lido.

My Lady Jane | Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows | EN | ★★★★☆
Gente, esse livro é engraçado. Sério. Me peguei rindo alto em algumas passagens. Esse livro é uma comédia histórica satírica (muito boas minhas definições né?). A senhora Jane Gray é uma pessoa de verdade, ela foi rainha da Inglaterra por exatos nove dias antes de cortarem a cabeça fora. Um dos pontos que mais me agrada no livro são os fatos históricos. A Jane foi realmente casada com o G e ao que tudo indicava ela gostava de ler bastante. É claro que existem elementos fantásticos, histórias irreais (a segunda parte se chama: Where we throw history down the window).
Vale muito a pena. Só não dei 5 estrelas pois achei que o terceiro ponto de vista (Jane, G. e Edward) foi meio sem contexto. Queria saber da Jane e do G, mas recebia o Edward, que não estava muito interessada.

Lobo Por Lobo | Ryan Gaudin | PT | ★★★★☆
Esse livro tem uma premissa super interessante. Imagina que não derrotaram Alemanha na segunda guerra e Hitler tá lá, vivinho. E ele faz uma corrida anual para celebrar e ver a raça ariana at its finest. E então tem a Yael, que é uma judia que fugiu de um campo de concentração e foi vitima de uns experimentos bizarros que deram a ela a habilidade de mudar seu corpo e rosto e ser qualquer um. (Isso é meio que um spoiler, porque não tem isso em nenhum resumo. Porém acho que é um fato importante e que deveria ser falado). E a Yael participa dessa corrida, tentando ganhar e se encontrar com o Hitler no baile do vencedor e matá-lo. Achei tudo muito legal. A autora consegue dar um ritmo bom, mesmo quando a história é só sobre a Yael numa moto. Não sabia o quanto eu tinha me interessado até eu terminar e falar CADE A CONTINUAÇÃO.


Blood By Blood | Ryan Gaudin | EN | ★★★★☆
Esse foi um dos raros casos aonde gostei mais da continuação do que do livro. Esse começa logo depois do primeiro acabar. Acho que o ritmo desse foi melhor, mais rápido e dinâmico. Fora que ganhamos dois pontos de vista, o que ajuda bastante nas perspectivas dos eventos. Dei um grito com o final? Dei. Quero pegar a Yael e abraçar forte e falar que vai ficar tudo bem. Super recomendo a "duologia" para todos.

We Are The Ants | Shaun David Hutchinson | EN | ★★★★★
Tem uma moça que faz um milhão de resenha no goodreads e ela é a pessoa que menos gosta das coisas. Mas esse livro foi cinco estrelas, então resolvi ler porque se a pessoa que odeia tudo amou, há grandes chances de ser bom (assim como há de ser ruim e a pessoa ser uma chata sem motivo. enfim). Só que nesse caso foi bom. Muito bom. Esse é um livro delicado e lindo. O Henry é abduzido por ET's que dão uma escolha: se ele apertar um botão ele pode salvar a terra da destruição que mata todo mundo. Senão todos morrem. Facil a escolha. Mas o Henry tem outros problemas: por causa dessas abduções ele sofre bullying na escola, o namorado dele cometeu suicidio, ele não tem amigos, seu pai abandonou a familia, sua avó está perdendo a memória, seu irmão é babaca. Enfim. Só que a história é tão linda. Eu nem sei explicar direito o porquê. Uma das melhores leituras do ano.
O Presente do Meu Grande Amor | Stephanie Perkins | PT |  ★★★☆☆
Pra entrar no clima natalino pensei em ler 1 conto por dia até dia 23/12 (dia 24 é corrido né gente). Eu não consegui ler certinho pois teve viagem e eu fiquei cansada. No goodreads fiz um "conto a conto". Achei a coletânia fofinha, com certeza me deixou no mood natalino, mas não achei que a qualidade foi a melhor que já vi. Contos são difíceis de se escrever.

Gemina | Amie Kaufman e Jay Kristoff | EN | ★★★★★
Consegui uma promoção desse livro e comprei o físico para ler. Continua no mesmo esquema de Illuminae, contado todo por arquivos de chat, videos e meios pouco usuais de se escrever um livro. E eu continuei amando. Esse livro muda os protagonistas para a Hanna e o Nik, que estão na Heimdall (a estação espacial para onde o pessoal do primeiro livro estava indo). Esse livro só me fez perceber o quanto eu realmente gosto de sci-fi e viagens intergaláticas. AMO.


9.1.17

Metas de Leitura 2017

Me sinto muito séria colocando essas metas. Eu nem sei se vou cumprir metade, mas acho que sem colocar um parâmetro não dá pra saber se cumprimos as coisas né?


1. Numeros

Eu sou meio contra colocar números de livros para ler. Ser contra não é a palavra certa. Eu só não gosto. E ainda assim, todo ano eu percebo que tenho uma meta na minha cabeça. Ano passado foi 60 livros e eu consegui por pouco. Esse ano estou aumentando para 70. Dá uns 6 livros por mês. Vamos nessa.


2. Clássicos

Eu queria ler mais clássicos só para entender o hype. Ano passado li Orgulho e Preconceito e gostei muito. Quero ler mais alguns da Jane Austen e outros.
Na lista: O Apanhador no Campo de Centeio, Ana Karenina, Virgina Woolf, Saramago, Gabriel Garcia Marques e os brasileiros.




3. Autores diversos

Queria ler mais fora do eixo Estados Unidos - Inglaterra. Comecei a ler um livro da Elena Ferrante que é italiana e nem sei explicar o amor gente. De verdade. Talvez só quem tem família italiana vai entender o amor de se ver retratada de uma forma tão "crua". Também quero ler livros daqui da América latina e mais livros nacionais.

4. Reler Harry Potter

Yes.
Harry Potter sempre me leva embora para uma época mais legal e linda: da literatura e da minha vida. E sinto que quero voltar a ler mais uma vez e me jogar de cabeça.



5. Comprar Menos Livros

Esse ano eu dei #ALOKA dos livros e comprei muita coisa. Ou seja, tenho livro pra ler esse ano inteiro quase aqui parado. Não que eu vá parar de comprar livros. Eu me conheço o suficiente para saber que não sou tão controlada assim. Comprei alguns livros em pré-venda (desses que eu quero MUITO) e isso vai diminuir o impulso, acho.
Mas eu sinto que comprei muitos livros por impulso e isso acaba me deixando meio triste, já que esse ano o Kindle ficou abandonado.



6. Ler um livrinho em francês

Eu só fiz um módulo de francês e já quero entrar de cabeça. Quero muito comprar a edição francesa de harry potter e estou me segurando porquê A) é muito cara B) eu pressinto que não vou entender nada. Então eu decidi que vai ser melhor segurar as pontas no Harry Potter.
Mas eu ganhei no curso um mini-livro bonitinho e infantil para começar. Quero terminá-lo e entender. O que é pedir muito.



7. Livros sobre a escrita

Quando eu fiz o Nano no ano passado, eu jurei que nunca abandonaria meu bebê lindo. Porém dezembro passou e eu sentei para escrever por apenas um dia. Ou seja, o livro está abandonado. Só que essa meta não é de escrever, é de ler. E eu quero ler mais livros sobre a escrita.
Depois de ler alguns livros, eu percebi, nos livros que eu leio, problemas que eu não encontraria se eu não tivesse lido. Eu vejo autores escrevendo frases estranhas ou enredos mal construídos e a preguiça de mostrar e não contar. Por isso quero continuar nesses livros e usar esse conhecimento para escrever e resenhar melhor.
Alguns livros que eu quero ler: Para ler como um escritor, da Francine Prose, Story do Robert McKee, A jornada do escritor, do Christopher Vogler, A Arte de Escrever bem e Escrever melhor, ambos do Dad Squarisi e Arlete Salvador.



8. Revisar meu sistema de estrelas

Se tem uma coisa que percebi foi que meu sistema de resenha era bem inconsistente. Na minha cabeça dava certo, mas olhando para trás me parece que eu jogava as estrelas ao vento e o que caísse, caiu. Por isso eu pensei um pouco e resolvi repensar no sistema.

★☆☆☆☆: Livro péssimo, que eu não gostei de nada, que tem problemas de escrita, com personagens ruins.
★★☆☆☆: Livro ok, que eu gostei bem pouco, que tem problemas de escrita e personagens ruins, mas que ainda tem salvação.
★★★☆☆: Livro bom. Não é ruim, mas não é incrível. É aquele livro mé. Não é tão problemático quanto dois, mas eu não gostei tanto quanto o quatro.
★★★★☆: Livro muito bom, gostei muito do livro e foi quase perfeito, ficou faltando muito pouco para surgir o amor. Ou seja, livros muito bons, mas que por alguma razão eu não amei.
★★★★★: Livro perfeito. Eu amei o livro, vou ficar pensando sobre ele por muito tempo e também está escrito de uma maneira perfeita.


Vamos ver se consigo manter isso.


9.Melhorar minhas resenhas

Como eu disse, li muitos livros sobre a escrita. Eu também revisei o sistema de estrelas. E enquanto eu revia isso, pensei em como minhas resenhas eram extremamente rasas, com muitas opiniões estranhas e jogadas, então eu resolvi que quero mudar isso a partir das resenhas feitas em Janeiro/2017. Pretendo colocar minhas resenhas no goodreads e no skoob.
Para isso quero manter meio que um roteiro, assim dá para manter um padrão. Pretendo abordar:
- Um pouco sobre a história, enredos e pontos de vista
- Alguns pontos positivos/negativos
- Personagens
- Minha opinião geral sobre o livro

Novamente, não sei se vai dar certo, vamos rezar.




E vocês? Tem metas relacionadas com livros?

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